- Autor
- Leonardo de Mello Ribeiro
- Revista
- Revista Dissertatio de Filosofia
- Edição
- 35
- Ano
- 2012
- DOI
- 10.15210/dissertatio.v35i0.8679
- Páginas
- 47-78
- Idioma
- pt
Em The Sources of Normativity, Korsgaard defende que o projeto moral de Hume deve ser interpretado como naturalista e normativo. Nossa reconstrução desta interpretação propõe que Korsgaard atribui a Hume um argumento análogo ao “argumento do regresso”, que teria como consequência a tese de que, na meta-ética Humeana, a natureza humana possui valor incondicional (e intrínseco) e é a fonte de normatividade prática. Se isto estiver correto, Hume deveria ser interpretado como um naturalista redutivista sobre valor moral, reduzindo enunciados valorativos a descritivos (sobre a natureza humana). Apresentaremos razões para resistir a esta interpretação, negando que tal “argumento do regresso” se aplique a Hume e defendendo que a sua meta-ética cumpre um papel explicativo, mas não justificatório, de nossas práticas morais.
