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Mônica e o silêncio que forma: o trabalho invisível das mulheres na Doutrina Social da Igreja

Anna Paula Mesquita, Maria Carolina Alves de Godoi, Nadeje Martins da Rocha

Autor
Anna Paula Mesquita, Maria Carolina Alves de Godoi, Nadeje Martins da Rocha
Revista
Filosofia e Educação
Edição
17
Ano
2025
DOI
10.20396/rfe.v17i00.8680448
Páginas
e025004-e025004
Idioma
pt
2025Anna Paula Mesquita, Maria Carolina Alves de Godoi, Nadeje Martins da Rocha. Mônica e o silêncio que forma: o trabalho invisível das mulheres na Doutrina Social da Igreja. Filosofia e Educação, v. 17, p. e025004-e025004, 2025.2

Este artigo propõe uma análise crítica da imagem de Mônica nas Confissões de Agostinho. Investigamos sua representação como figura de força espiritual e de mestria ética, bem como a forma pela qual essa imagem colabora para um modelo marcado pela abnegação e pelo silêncio. Com base em uma leitura teológico-filosófica, refletimos sobre uma educação espiritual de Mônica que atravessa os séculos e fundamenta aspectos da Doutrina Social da Igreja Católica, destacando como a caridade, a beatitude, o trabalho doméstico e o cuidado, são atributos historicamente associados às mulheres e funcionam como mecanismos de silenciamento. O texto critica a naturalização e a universalização da divisão e do silenciamento imposto à mulher nas estruturas do trabalho e na dinâmica familiar. Analisa-se o papel educativo e ético das mulheres, que são frequentemente excluídas dos espaços de fala pública e eclesial, trazendo uma visão contemporânea dessa tradição e questionando seus desdobramentos sobre a educação e o trabalho na sociedade capitalista atual. O presente trabalho foi realizado com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Brasil (CAPES) - Código de Financiamento 001