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Morte, vida e destino em Schopenhauer e Freud: os “fins da natureza” na metafísica da vontade e na metapsicologia

William Mattioli

Autor
William Mattioli
Revista
Voluntas: Revista Internacional de Filosofia
Edição
11 / 2
Ano
2020
DOI
10.5902/2179378647387
Páginas
348-381
Idioma
pt
2020William Mattioli. Morte, vida e destino em Schopenhauer e Freud: os “fins da natureza” na metafísica da vontade e na metapsicologia. Voluntas: Revista Internacional de Filosofia, v. 11, n. 2, p. 348-381, 2020.2

Neste artigo, pretendo discutir alguns problemas que emergem da associação, já comum na literatura secundária, entre o último dualismo pulsional freudiano, baseado na oposição entre pulsões de vida e de morte, e as teses schopenhauerianas sobre a vida e a morte derivadas de sua metafísica da vontade. A partir de uma confrontação com as leituras de Marcel Zentner e Stephan Atzert, argumentarei a favor da hipótese de que a diferença mais relevante entre os modelos de Freud e de Schopenhauer não diz respeito à distinção no plano ontológico entre dualismo das pulsões e monismo da vontade, mas sim entre sentido biológico e sentido ético da suposta finalidade associada à morte, como “fim” ou “objetivo” da vida. Minha discussão, portanto, gira em torno de uma distinção quanto ao estatuto teleológico que se pode atribuir à dinâmica da relação entre vida e morte nos dois autores.