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MUSEU, ESTILO, CRIAÇÃO: A formação das imagens e a idealidade pura na filosofia de Merleau-Ponty

Amauri Carboni Bitencourt

Autor
Amauri Carboni Bitencourt
Revista
Sapere Aude
Edição
15 / 29
Ano
2024
DOI
10.5752/P.2177-6342.2024v15n29p494-508
Páginas
494-508
Idioma
pt
2024Amauri Carboni Bitencourt. MUSEU, ESTILO, CRIAÇÃO: A formação das imagens e a idealidade pura na filosofia de Merleau-Ponty. Sapere Aude, v. 15, n. 29, p. 494-508, 2024.2

Há em todo pintor uma linguagem que lhe é própria – seu estilo – que está presente em sua obra e que se constrói ao longo de seu percurso criativo. Contudo, nem mesmo o artista está interessado nessa elaboração. Suas inquietações e interesses são de outro mote. Ao criar suas obras, ele se lança para o ato expressivo e, dessa forma, o estilo se “desenvolve”. A história da arte, entretanto, cristaliza essas imagens e as transforma em obras-primas, as quais são alinhadas nas paredes dos museus, cujo objetivo é o enaltecimento de obra e artista. Este estudo tem, pois, o interesse de mostrar que o estilo de cada pintor acontece no momento em que ele se faz pintor – se põe a trabalhar -  e que o museu, como uma “instituição”, cristaliza as imagens construídas como uma idealidade pura, como se elas pudessem ter sido elaboradas a priori, num ato que somente o artista dominaria. Nosso foco será pesquisar o texto A linguagem indireta e as vozes do silêncio, de Maurice Merleau-Ponty, para refletirmos sobre os pormenores do processo criativo, do estilo e dos museus, bem como acerca da relação destes com aquilo que o filósofo chama de idealidade pura.