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Nacionalismo cultural e indigenismo em murais e telas mexicanos: reflexões sobre as representações dos indígenas no filme Rio Escondido (1947), de Emílio Fernández

Andréa Helena Puydinger De Fazio

Autor
Andréa Helena Puydinger De Fazio
Revista
Antíteses
Edição
16 / 31
Ano
2023
DOI
10.5433/1984-3356.2023v16n31p460-496
Páginas
460-496
Idioma
pt
2023Andréa Helena Puydinger De Fazio. Nacionalismo cultural e indigenismo em murais e telas mexicanos: reflexões sobre as representações dos indígenas no filme Rio Escondido (1947), de Emílio Fernández. Antíteses, v. 16, n. 31, p. 460-496, 2023.2

Propomos, no presente artigo, analisar as representações dos indígenas e os espaços a eles atribuídos no filme mexicano Rio Escondido (1947). Dirigido por Emílio Fernández e fotografado por Gabriel Figueroa, Rio Escondido narra a trajetória de Rosaura, professora rural que atende ao chamado presidencial para levar a educação ao longínquo povoado indígena. Visando ao desenvolvimento da análise, debruçaremo-nos sobre a obra fílmica, considerando, também, o contexto político-cultural no qual se insere a fonte e o rico diálogo que marca as artes visuais e as representações nacionais mexicanas.  Especificamente sobre esse diálogo, a pintura mural de Diego Rivera, Epopeya del pueblo mexicano, presente na narrativa fílmica, também será alvo de nossas reflexões. Pautaremo-nos em discussões teórico-metodológicas voltadas para a identidade nacional do caso mexicano e acerca da análise de imagens cinematográficas. Partimos da compreensão de que, apesar da relevância atribuída aos indígenas na formação sociocultural mexicana e nas artes das décadas de 1920 a 1940, as representações visuais lhes atribuem papéis que os inserem às margens, como coadjuvantes e passivos.