NATUREZA, HOMEM E HISTÓRIA - CONTRIBUIÇÃO AO ESTUDO DA FILOSOFIA DA NATUREZA EM KARL MARX
ZAKEU ANTONIO ZENGO
- Autor
- ZAKEU ANTONIO ZENGO
- Orientador(a)
- LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA BICCA
- Universidade
- UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO — UERJ
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- DOUTORADO
- Ano
- 2009
Esta tese constitui uma tentativa de vincular os estudos marxianos às preocupações recentes sobre os fundamentos que justificam o discurso sobre o ambiente, a produtividade e sobre a segurança da existência humana como postulado histórico válido, por um lado, e como pressuposto inerente a própria natureza da existência. Um referencial moderno inevitável para tais interesses recentes é sem dúvida as preocupações que decorrem dos estudos desenvolvidos por Marx sobre a relação Homem/Natureza/História. Tendo isto como ponto de partida, a tese é um estudo histórico-filosófico da contribuição do pensamento de Karl Marx sobre a Natureza. No lugar de um estudo crítico ou propositivo com motivos meramente ecologistas, ela faz um inventário dos pressupostos e motivos que fundam a teoria crítica deste pensador. Com este objetivo em vista, o primeiro capítulo trata das raízes históricas do problema.(materialismo/naturalismo), o segundo das raízes e condicionalismos conceituais dacrítica naturalista de Marx (diálogo com a história da filosofia), e o terceiro da crítica propriamente dita e das conclusões marxianas sobre a contradição capital x Natureza. Deste itinerário investigativo resultaram algumas conclusões: o mundo tal como o conhecemos é produto da atividade humana, uma criação da práxis social; o homem real é um ser social, por um lado, e ser da Natureza, por outro, constituindo a última sua condição de “metabolismo social”; a Natureza inclui a totalidade das condições humanas, nisto consistindo sua verdadeira essência nos planos ontológico e antropológico. Com a Natureza elevada à condição de espaço vital e fonte da mesma, a ação humana é vista por Marx como troca metabolar com aquela, e a História como dialética da evolução e do aperfeiçoamento dessa troca, dessa relação metabolar. Em suma, a tese mostra como Marx resgata a idéia de homem objetivo como continuação (elo) superior da Natureza e supera o postulado da antropologia do homem abstrato e da economia utilitarista típica do capitalismo moderno e contemporâneo.
