NEUROFILOSOFIA DA RACIONALIDADE: CRÍTICAS E PROPOSTAS A PARTIR DA FILOSOFIA E DAS NEUROCIÊNCIAS
Carlos Eduardo B. de Sousa
- Autor
- Carlos Eduardo B. de Sousa
- Revista
- Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia
- Edição
- 6 / 12
- Ano
- 2014
- DOI
- 10.36311/1984-8900.2014.v6n12.4801
- Páginas
- 156-183
- Idioma
- pt
A neurociência visa entender o funcionamento do cérebro e sua influência no comportamento consciente. Achados neurocientíficos recentes sugerem que processos decisórios são causados por eventos neurobiológicos. A partir destes achados, alguns neurocientistas “decidiram” defender a hipótese de que o cérebro seria o real causador das ações. O determinismo neural implícito sugere que “racionalidade” e “consciência” seriam ilusórias. Esta visão vai contra uma concepção clássica de racionalidade. Contudo, aceitar ou não esta nova ideia requer um tipo de racionalidade mínima capaz de estabelecer a verdade ou a falsidade das proposições, e que permite emitir juízos acerca das coisas. Além disso, o alegado novo conhecimento neurocientífico não parece robusto o suficiente para apoiar um argumento em favor da substituição da concepção clássica de racionalidade. Este texto visa discutir a plausibilidade desta argumentação através da análise de três casos paradigmáticos da literaturaneurocientífica e da proposição de um modelo de racionalidade restrita exclusiva do Homo Sapiens.
