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Niilismo e crença no diálogo David Hume de Jacobi

Luiz Fernando Barrére Martin

Autor
Luiz Fernando Barrére Martin
Revista
Discurso
Ano
2020
DOI
10.11606/issn.2318-8863.discurso.2020.181245
Páginas
133-146
Idioma
pt-BR
2020Luiz Fernando Barrére Martin. Niilismo e crença no diálogo David Hume de Jacobi. Discurso, p. 133-146, 2020.3

Podemos afirmar de modo fundamental que a crítica de Jacobi à filosofia deriva de seu afastamento do sensível em direção à constituição de verdades cada vez mais abstratas e passíveis de demonstração. Com isso a filosofia apenas conseguiu gerar disputas a respeito do que ela seja, sem conseguir demonstrar qual posição filosófica deu conta da tarefa e que terminam por levar à perda de confiança no empreendimento, ou em outras palavras, levar ao ceticismo. Trata-se aqui de, sem desconsiderar a influência da filosofia do senso comum de Thomas Reid, além em certa medida também da influência de Hume, como Jacobi procura sair desse impasse a partir do modo como compreende a noção de crença.