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NOMES PRÓPRIOS: Estudo em semântica e ontologia

Adriano Naves de Brito

Tese
Autor
Adriano Naves de Brito
Orientador(a)
Ernildo Jacob Stein
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL — UFRGS
Programa
FILOSOFIA
Grau
DOUTORADO
Ano
1998
1998Adriano Naves de Brito. NOMES PRÓPRIOS: Estudo em semântica e ontologia. 1998. Tese (DOUTORADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL, RS. Orientador(a): Ernildo Jacob Stein.5

O presente trabalho está dividido em cinco capítulos. No primeiro capítulo, ocupo-me em explicar o papel fundamental dos nomes para a referência da linguagem ao mundo e em responder acuradamente ao que seja um nome...O segundo capítulo está dedicado à apresentação das mais importantes teorias da referência para nomes próprios. Ordeno-as, sem qualquer preocupação historiográfica estrita, em dois conjuntos teóricos, quais sejam: a teoria descritivista (ou teoria clássica da referência de nomes próprios), formulada basicamente com base nas idéias introduzidas no trabalho Über Sinn und Bedeutung (1892a) de G. Frege, e a teoria causal, cuja principal fonte teórica é o trabalho Naming and Necessity (1972) de S. Kripke...O terceiro e quarto capítulos compreendem o cotejamento crítico entre as duas perspectivas teóricas explicitadas no capítulo dois, bem como o desenvolvimento de uma teoria da referência que se oriente basicamente pela perspectiva descritivista, mas incorpore algumas importantes contribuições da teoria causal, em especial a necessidade de considerar adequadamente a dimensão social do uso dos nomes próprios como elemento indispensável para a compreensão e explicação do funcionamento desses termos no emprego cotidiano da língua natural...Finalmente, no último capítulo, a partir dos resultados da investigação sobre o modo como nomes cumprem sua função de estar por objetos, confronto a pergunta pela constituição do objeto de referência. Aqui, o ponto central é a explicitação da origem da tese da referência direta e de suas imbricações com a tese dos nomes como designadores rígidos. Mostro que uma certa interpretação da relação de identidade desempenha papel essencial para a sustentação de ambas as teses e tento então argumentar em favor de uma concepção segundo a qual o vinculo entre nomes e objetos é de fato mediato e não direto. Nesse ponto emergem alguns dos desdobramentos metafisicos e ontológicos imbricados com a investigação da semântica dos nomes próprios.