- Autor
- Matheus Fernandes Pinto
- Revista
- Revista Limiar
- Edição
- 9 / 17
- Ano
- 2022
- DOI
- 10.34024/limiar.2022.v9.13354
- Páginas
- 71-101
- Idioma
- pt
O artigo aborda uma das contribuições do filósofo Walter Benjamin para a crise da República de Weimar. No caso, detalhamos a elaboração de uma hermenêutica da exceção, expressão criada por Annie Dymetman para designar a preocupação benjaminiana com os fenômenos da “exceção” e da “normalidade”. O ponto de Benjamin é o de que os limites entre a normalidade social no Estado capitalista e as suas figuras de exceção são muito mais fluídos do que os seus defensores sugerem. Especificamente, o filósofo mostra como que três figuras de exceção - a violência, a inflação e o estado de exceção - fazem parte integral, ainda que veladamente, do cotidiano do direito, da economia e do Estado, respectivamente. Benjamin argumenta, então, que a solução para a Weimar está na ruptura com a dicotomia entre normal e exceção, isto é, está em posicionar-se a contrapelo das demandas de controle de um poder político exclusivista e autoritário.
