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Nostalgia em Steiner e Fisher:: uma Análise Comparativa entre as obras Fantamas da minha Vida e Nostalgia do Absoluto

Luís Trajano, Rickson Natan Filgueira da Costa

Autor
Luís Trajano, Rickson Natan Filgueira da Costa
Revista
Polymatheia - Revista de Filosofia
Edição
19 / 1
Ano
2026
DOI
10.52521/dzygp608
Idioma
pt
2026Luís Trajano, Rickson Natan Filgueira da Costa. Nostalgia em Steiner e Fisher:: uma Análise Comparativa entre as obras Fantamas da minha Vida e Nostalgia do Absoluto. Polymatheia - Revista de Filosofia, v. 19, n. 1, 2026.3

Este artigo examina o conceito da nostalgia nas obras de George Steiner e Mark Fisher, abordando suas funções e impactos na sociedade contemporânea. Em Nostalgia do Absoluto, Steiner vê a nostalgia como resposta à perda de valores transcendentes, como a religião, que antes ofereciam sentido existencial. Ele argumenta que, com a queda dessas estruturas, surgem novas doutrinas, como o marxismo e o estruturalismo, que, porém, não preenchem o vazio deixado por absolutos passados. Em Fantasmas da Minha Vida, Fisher descreve a nostalgia como um bloqueio à criação de novos futuros, promovendo uma reciclagem constante do passado que reforça e gera um “declínio da historicidade”. Esse ciclo repetitivo mantém a cultura estagnada, impedindo o surgimento de inovações artísticas, estéticas e políticas. O artigo conecta as perspectivas de Steiner e Fisher, propondo que a nostalgia se manifesta tanto como uma busca por sentido em uma sociedade sem bases duradouras quanto como um obstáculo à renovação cultural. Dessa forma, a nostalgia reflete uma sociedade aprisionada à necessidade de um absoluto, e o desejo por novos caminhos com impossibilidade de realizá-los.