- Autor
- Cristiano Novaes de Rezende
- Revista
- Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea
- Edição
- 7 / 2
- Ano
- 2019
- DOI
- 10.26512/rfmc.v7i2.25738
- Páginas
- 17-41
- Idioma
- pt
Na primeira parte deste artigo, procuramos caracterizar o conceito de instrumentalismo a partir dos problemas astronômicos, políticos e teológicos que levaram à contraposição desse programa epistemológico ”” que limita a ciência ao trabalho de “salvar as aparências” ”” à concepção de ciência que culminou com a Revolução científica dos séculos XVI e XVII. Na segunda parte, mostramos que há certa concepção do conhecimento matemático que se alinha com o instrumentalismo, mas que também há uma outra concepção, sustentada por Galileu, que considera a matemática como expressão de relações estruturais constitutivas da própria realidade física. Na terceira parte, defendemos que, contra a ideia de instrumento contida no programa instrumentalista, Galileu entende seus instrumentos científicos com teorias em estado concreto e operante. Para demonstrar isso, examinamos algumas posições de Galileu sobre o uso de alguns instrumentos científicos que ele próprio confeccionou, a saber: o compasso geométrico militar, a balança hidrostática e o telescópio.
