O ABSURDO, O SUICÍDIO E A REVOLTA: UMA LEITURA CAMUSIANA DE A BIBLIOTECA DA MEIA-NOITE
Erick Santos da Silva
- Autor
- Erick Santos da Silva
- Revista
- Revista Ideação
- Edição
- 1 / 53
- Ano
- 2026
- DOI
- 10.13102/ideac.v1i53.12432
- Páginas
- 466-477
- Idioma
- pt
Este texto investiga uma possível confluência entre o conceito de absurdo, formulado pelo filósofo Albert Camus, e o romance A Biblioteca da Meia-Noite, de Matt Haig. Para Camus, o absurdo caracteriza a tensão entre a busca humana por significado e a aparente indiferença do universo, confrontando o indivíduo com o vazio da existência. No romance de Haig, essa problemática se manifesta na trajetória da personagem principal, que, imersa no desespero e na sensação de falta de propósito, tenta o suicídio, entretanto, recebe a oportunidade de experimentar vidas alternativas em uma biblioteca mágica. A narrativa evidencia sua luta para encontrar sentido diante de múltiplas possibilidades da vida, refletindo a angústia do indivíduo frente à liberdade e à incerteza. A análise destaca como A Biblioteca da Meia-Noite dialoga com a filosofia de Camus ao enunciar a aceitação da vida em sua imprevisibilidade, sem recorrer a ilusões transcendentes, sugerindo que a verdadeira realização reside na vivência autêntica do presente, apesar do absurdo.
