- Autor
- Ronald Sandler
- Revista
- PENSANDO - REVISTA DE FILOSOFIA
- Edição
- 17 / 40
- Ano
- 2026
- DOI
- 10.26694/pensando.vol17i40.8658
- Páginas
- 22-39
- Idioma
- pt
Muitos teóricos ambientais e dos animais argumentam que os sistemas ecológicos e as populações de vida selvagem devem ser manipulados de maneira a realizar projetos humanos racionais, a fim de melhorar o bem-estar dos animais selvagens, promover a justiça para os animais selvagens ou maximizar os recursos para as pessoas. Essas visões são transformadoras em relação aos sistemas ecológicos e às populações de espécies, em vez de deferentes em relação aos processos ecológicos e evolutivos espontâneos que determinam o futuro dos espaços e conjuntos ecológicos gerenciados. Neste artigo, defendo a deferência na gestão de ecossistemas com base em valores ambientais, imparcialidade de espécies/organismos e humildade. Também defendo visões deferenciais contra críticas que foram avançadas por proponentes da transformação para melhorar o bem-estar animal, bem como argumento que a mudança antropogênica em macroescala, incluindo as mudanças climáticas, fortalece em vez de minar o caso da deferência. Embora eu não forneça um argumento abrangente contra a transformação em geral ou a transformação para melhorar o bem-estar dos animais selvagens em particular, as considerações que apoiam a deferência também geram uma presunção substancial contra o transformacionalismo.
