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O Ateísmo Anti-Humanista e Anti-Feuerbachiano de Max Stirner

José Crisóstomo de Souza

Autor
José Crisóstomo de Souza
Revista
Cadernos de Ética e Filosofia Política
Edição
1 / 03
Ano
2001
DOI
10.11606/issn.1517-0128.v1i03p53-72
Páginas
53-72
Idioma
pt
2001José Crisóstomo de Souza. O Ateísmo Anti-Humanista e Anti-Feuerbachiano de Max Stirner. Cadernos de Ética e Filosofia Política, v. 1, n. 03, p. 53-72, 2001.2

O homem, para Stirner, é o novo ser supremo que assume o lugar de Deus, garantindo o aprofundamento - nas ideologias e na moral "humana" - da dominação "religiosa" sobre os homens reais e finitos. Por trás disso, teríamos a perpetuação do vício cristão da encarnação: o es­forço para atribuição de um "corpo," ou realidade objetiva, ao espírito, ao ideal, ao conceito, em detrimento da irredutível singularidade e corporeidade dos indivíduos. Vício que encontraria sua expressão exem­plar na tradução feuerbachiana da teologia em antropologia, pela inver­são sujeito-predicado, que transfere para - e funda em - uma suposta essência humana universal e objetiva (não os homens tais como são) os atributos e a precedência tradicionalmente conferidos, pela religião, ao ser ilusório e transcendente que é Deus.