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O AUTOCONHECIMENTO, O NARRADOR ONISCIENTE, A VIDA COMUM

Waldomiro José da Silva Filho

Autor
Waldomiro José da Silva Filho
Revista
Philósophos - Revista de Filosofia
Edição
11 / 2
Ano
2008
DOI
10.5216/phi.v11i2.4723
Páginas
287-303
Idioma
pt
2008Waldomiro José da Silva Filho. O AUTOCONHECIMENTO, O NARRADOR ONISCIENTE, A VIDA COMUM. Philósophos - Revista de Filosofia, v. 11, n. 2, p. 287-303, 2008.3

Este texto investiga algumas dificuldades que o Externalismo Semântico apresenta para a idéia de “autoconhecimento” e “autoridade da primeira pessoa”. Defendo que essas dificuldades nascem, principalmente, do fato de que os argumentos externalistas, frequentemente, recorrem a experimentos mentais construídos na perspectiva de um narrador onisciente. Creio que “autoconhecimento” e “autoridade da primeira pessoa” devem ser pensados não do ponto de vista da epistemologia, mas das nossas capacidades práticas ordinárias de avaliarmos, ponderarmos, criticarmos, julgarmos nossos pensamentos, atitudes e ações, principalmente quando queremos dar uma prova, planejar algo, conversar com outras pessoas, justificar, explicar, enfim, quando queremos oferecer razões.