Voltar para Artigos
Artigos

O belo e a arte: dor e consolação na estética de Roger Scruton

Messias Nunes Correia

Autor
Messias Nunes Correia
Revista
Revista Enunciação
Edição
7 / 2
Ano
2023
DOI
10.61378/enun.v7i2.130
Páginas
124-135
Idioma
pt-BR
2023Messias Nunes Correia. O belo e a arte: dor e consolação na estética de Roger Scruton. Revista Enunciação, v. 7, n. 2, p. 124-135, 2023.2

O artigo evidencia o pensamento estético do filosofo britânico Roger Scruton. A análise consiste na afirmação que a Beleza abarca quase toda a categoria ontológica e fenomênica e pode ser contemplada nos objetos concretos e ideias; na natureza e animais; nos seres humanos e ações; na música, na pintura, na literatura e em todas as formas de arte. Scruton tece uma crítica à arte contemporânea, pois, segundo ele, esta rejeitou, sistematicamente, a beleza. Para o filósofo, a arte ergueu, na história, a tocha da Beleza e esta se apagou no mictório de Paris. Com isso, o filósofo britânico chama atenção para uma ruptura radical entre Arte e Beleza. Isso significa que a arte contemporânea destronou a Beleza como valor intrínseco e insubstituível. Isso trouxe uma progressiva perda de percepção da Beleza e o agravamento da condição caótica da sociedade. Nesse artigo, o que se buscar é entender a partir da filosofia de Roger Scruton, como se dá a relação entre Beleza e consolação humana e como acontece essa experiência frente aos dramas existenciais. Busca-se responder por que a arte contemporânea destronou a Beleza e quais as implicações desta ruptura para a vida humana.