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O bergsonismo de Gilles Deleuze

Sandro Kobol Fornazari

Autor
Sandro Kobol Fornazari
Revista
Trans/Form/Ação
Edição
27 / 2
Ano
2004
DOI
10.1590/S0101-31732004000200003
Páginas
31-50
Idioma
pt
2004Sandro Kobol Fornazari. O bergsonismo de Gilles Deleuze. Trans/Form/Ação, v. 27, n. 2, p. 31-50, 2004.5

Este texto é uma apresentação da interpretação feita por Gilles Deleuze da filosofia de Henri Bergson. Procura-se enfocar os temas que viriam a ser retomados pela filosofia deleuziana, sendo desenvolvidos em Diferença e repetição e a partir dessa obra. Dentre os mais relevantes, encontrase o tema da ontologia afirmativa, que envolve a passagem do virtual para o atual através do processo de diferenciação do ser. O ser não deixa de ter existência ao atualizar-se, mas ele diferencia a si mesmo nesse processo, individuando-se como as coisas presentes na experiência. O ser é, desse modo, pré-individual e pré-subjetivo. Em Bergson, haveria a coexistência virtual de todos os graus de diferenças na duração