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O cinema como mediação na produção do conhecimento histórico sobre a Ditadura no Brasil (1964-1985)

Fernando Rossi

Autor
Fernando Rossi
Revista
Antíteses
Edição
11
Ano
2013
DOI
10.5433/1984-3356.2013v6n11p339
Páginas
339-340
Idioma
pt
2013Fernando Rossi. O cinema como mediação na produção do conhecimento histórico sobre a Ditadura no Brasil (1964-1985). Antíteses, n. 11, p. 339-340, 2013.2

Este trabalho se propõe a investigar as possibilidades de construção do conhecimento histórico sobre a ditadura de 1964 no Brasil por meio do uso da linguagem cinematográfica enquanto uma ferramenta para a ação mediadora do professor. O cinema, assim como as demais linguagens audiovisuais, tem se mostrado uma ferramenta pedagógica com grandes potencialidades para estabelecer o contato entre um público altamente midiatizado e o conhecimento histórico. Utilizando o conceito de mediação cultural, investigamos os impactos causados pelo professor, enquanto mediador do processo de aprendizagem, ao estimular os estudantes por meio da exibição e do debate do filme Batismo de Sangue. A presente análise utiliza narrativas escritas pelos alunos na resolução de questionários para investigação de conhecimentos prévios e narrativas orais elaboradas mediante a prática de Grupo Focal para investigação de mudanças de pensamento. Por meio da comparação das narrativas prévias com as discussões posteriores ao filme e da reflexão sobre as situações de estímulos criadas pelos envolvidos, buscamos mudanças nas formas de pensamento e nos entendimentos dos alunos a respeito do tema. Elaborando uma metodologia de trabalho de Grupo Focal com os alunos, estabeleceu-se um processo dialógico entre os envolvidos em que foi possível verificar a mobilização de conhecimentos históricos, modificação de entendimentos sobre o passado e compreensão da sua relação com o presente. As análises das narrativas orais dos alunos demonstraram ser possível utilizar o filme como um mediador, capaz de agir como uma ferramenta para os propósitos do professor e subsídio para os alunos no desenvolvimento de discussões que levaram a mudanças de pensamento, um exercício de empatia que ampliou o conhecimento dos alunos sobre o período e o uso destes conhecimentos históricos para entendimento do seu presente.