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O conhecimento do belo em Schopenhauer

Guilherme Marconi Germer

Autor
Guilherme Marconi Germer
Revista
Voluntas: Revista Internacional de Filosofia
Edição
1 / 2
Ano
2010
DOI
10.5902/2179378634127
Páginas
89-97
Idioma
pt
2010Guilherme Marconi Germer. O conhecimento do belo em Schopenhauer. Voluntas: Revista Internacional de Filosofia, v. 1, n. 2, p. 89-97, 2010.2

Apresentaremos sumariamente o esclarecimento metafísico de Schopenhauer do belo – o qual, para ele, “recebeu pela primeira vez sua explanação apropriada durante todo o... terceiro livro” de "Die Welt als Wille und Vorstellung". Em linhas gerais, Schopenhauer aclara que o conhecimento do belo se eleva sobre o conhecimento ordinário e o científico: pois esse tem, pelo lado objetivo, os fenômenos relativos e fugazes do princípio de razão, e pelo subjetivo, o sujeito cognoscente subordinado à Vontade; enquanto que o conhecimento o do belo consiste, pelo lado objetivo, nas Idéias eternas e arquetípicas de Platão, a “objetivação mais adequada possível da Vontade”, e pelo subjetivo, o “puro e atemporal sujeito do conhecimento destituído de Vontade e sofrimento”. Contudo, o filósofo adverte que o belo ainda é um “sonho passageiro”, pois só liberta momentaneamente da Vontade, e não definitivamente, como o ascetismo.