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O contraponto paulista: os estudos de Florestan Fernandes e Oracy Nogueira no projeto Unesco de relações raciais

Marcos Chor Maio

Autor
Marcos Chor Maio
Revista
Antíteses
Edição
7 / 13
Ano
2014
DOI
10.5433/1984-3356.2014v7n13p10
Páginas
10-39
Idioma
pt
2014Marcos Chor Maio. O contraponto paulista: os estudos de Florestan Fernandes e Oracy Nogueira no projeto Unesco de relações raciais. Antíteses, v. 7, n. 13, p. 10-39, 2014.4

Este artigo tem por objetivo analisar os estudos de Florestan Fernandes e de Oracy Nogueira sobre as relações raciais em São Paulo nos anos 1950 sob o patrocínio da Unesco. Professores dos mais importantes centros de ciências sociais do Brasil na época (Escola Livre de Sociologia e Política - ELSP e da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras - FFCL/USP), Florestan e Oracy revelam diferentes perspectivas sobre as relações entre raça e classe. Enquanto no estudo de Florestan, raça está subsumida à classe, na investigação de Oracy verifica-se que as intersecções entre raça e classe nas análises das disparidades raciais não podem ser explicadas apenas pelas desigualdades sociais. Desse modo, o ciclo de pesquisas da UNESCO revelou diferentes visões acerca do racismo no Brasil.