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O CORPO CAPITALIZADO PELA CIÊNCIA:  A EVOLUÇÃO DO HUMANO ENQUANTO REDUTOR DE ESSÊNCIA EM DISTOPIAS CLÁSSICAS E CONTEMPORÂNEAS

Ânderson Martins Pereira

Autor
Ânderson Martins Pereira
Revista
Lampejo - Revista Eletrônica de Filosofia
Ano
2018
Idioma
pt-BR
2018Ânderson Martins Pereira. O CORPO CAPITALIZADO PELA CIÊNCIA:  A EVOLUÇÃO DO HUMANO ENQUANTO REDUTOR DE ESSÊNCIA EM DISTOPIAS CLÁSSICAS E CONTEMPORÂNEAS. Lampejo - Revista Eletrônica de Filosofia, 2018.2

A distopia contemporânea tem problematizado cada vez mais o capitalismo e a tecnologia atrelada a ele. É nessa perspectiva que as narrativas atuais do gênero criam sociedades trans e pós-humanas que demonstram que a essência do humano vem sendo ameaçada pela “produtificação” dos corpos. Isto posto, o presente trabalho busca discutir sobre as denúncias feitas pelas distopias acerca do componente humano e demonstrar principalmente através da trilogia Divergente de Veronica Roth como este processo vem evoluindo já que este é um gênero extremamente arraigado ao contexto social. Pesquisadores como Eduardo Marks de Marques (2014) defendem que a distopia vem evoluindo e mudando seu foco e que esse processo se reflete na alteração dos temores vividos pela coletividade. Tomando por pressuposto a relação simbiótica entre distopia e sociedade, acredita-se que as representações do trans e do pós-humano descritos em narrativas distópicas ressoam sobremaneira à forma como a sociedade lida com a essência do humano e, em especial, como esta é atualmente perpassada pelo capital.