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O CORPO-MÁQUINA DE DESCARTES EM TÉCNICAS MÉDICO-TERAPÊUTICAS

Claudia Murta, Jacir Silvio Sanson Junior

Autor
Claudia Murta, Jacir Silvio Sanson Junior
Revista
PENSANDO - REVISTA DE FILOSOFIA
Edição
8 / 15
Ano
2017
DOI
10.26694/pensando.v8i15.5947
Páginas
45-70
Idioma
pt
2017Claudia Murta, Jacir Silvio Sanson Junior. O CORPO-MÁQUINA DE DESCARTES EM TÉCNICAS MÉDICO-TERAPÊUTICAS. PENSANDO - REVISTA DE FILOSOFIA, v. 8, n. 15, p. 45-70, 2017.3

A partir de sua noção de res extensa, René Descartes pensa o corpo pela via de um intercâmbio essencial com os aparelhos mecânicos. A concepção de corpo como “coisa extensa” prescreve uma estreita afinidade entre o corpo e as máquinas, constituindo uma prerrogativa filosófica fundamental para a testagem de técnicas biomédicas de intervenção e saúde. Esse horizonte respondia contextualmente a uma solicitação moderna por uma nova postura ante a natureza (incluso o próprio corpo), circunscrita no âmbito do paradigma matemático-mecanicista. Em vista disso, analisamos a visão de Gilbert Simondon de “objetos técnicos”, que consideramos ser receptiva a Descartes e aberta a problematizações atuais ligadas à relação máquina-cultura.