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O CORPO NO PENSAMENTO DE EPICURO: LIMITES E POSSIBILIDADES

RODRIGO VIDAL DO NASCIMENTO

Tese
Autor
RODRIGO VIDAL DO NASCIMENTO
Orientador(a)
Markus Figueira da Silva
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA ( JOÃO PESSOA ) — UFPB-JP
Programa
FILOSOFIA (UFPE-UFPB-UFRN)
Grau
DOUTORADO
Ano
2011
2011RODRIGO VIDAL DO NASCIMENTO. O CORPO NO PENSAMENTO DE EPICURO: LIMITES E POSSIBILIDADES. 2011. Tese (DOUTORADO em FILOSOFIA (UFPE-UFPB-UFRN)) — UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA ( JOÃO PESSOA ), PB. Orientador(a): Markus Figueira da Silva.2

A temática que se insere na perspectiva da presente tese parte do interesse de tratar, no corpus epicúreo, acerca da importância do corpo e dos seus modos de realização para a compreensão do pensamento de Epicuro de Samos. Tendo por base as inferências contidas nos textos que restaram de Epicuro, fez-se uma análise dos aspectos que caracterizam o epicurismo como sendo um pensamento que faz referências recorrentes ao corpo como instância da sensibilidade. Foi necessário, portanto, discutir como o corpo encontra-se vinculado à possibilidade do pensamento, e como este último pode ser admitido como elemento corpóreo. Entende-se ainda que a física atomista converge para a ideia que afirma os fenômenos naturais como possíveis de serem contidos e explicados mediante as observações advindas dos sentidos que se manifestam através dos corpo. Por essa razão, foi igualmente pertinente a reflexão sobre a admissão do corpo como elemento-chave para a interpretação do pensamento epicúreo, até mesmo no âmbito da constituição da linguagem. A construção epicúrea acerca da imagem do corpo serviu também para a interpretação e problematização das dinâmicas que definem as relações entre os indivíduos, caracterizando a koinonía do jardim através da noção de unidade corpórea. Definiu-se, portanto, que a caracterização do campo de atuação dos indivíduos que habitavam o jardim epicúreo se dá em torno do uso do logos, apresentando os diálogos advindos do exercício da filosofia com finalidades terapêuticas, capazes de introduzir um modo específico de atuação política marcada pela ausência de interesses alheios a noção de philía.