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O DESESPERO COMO MÁ-RELAÇÃO E A MÁ-RELAÇÃO COMO DESENRAIZAMENTO: : O QUE KIERKEGAARD E SIMONE WEIL TÊM EM COMUM?
Letícia Kayser, Matheus Henrique dos Santos
Artigo
Ver fonte original- Autor
- Letícia Kayser, Matheus Henrique dos Santos
- Revista
- Polymatheia - Revista de Filosofia
- Edição
- 17 / 1
- Ano
- 2024
- Páginas
- 256-272
- Idioma
- pt
2024Letícia Kayser, Matheus Henrique dos Santos. O DESESPERO COMO MÁ-RELAÇÃO E A MÁ-RELAÇÃO COMO DESENRAIZAMENTO: : O QUE KIERKEGAARD E SIMONE WEIL TÊM EM COMUM? . Polymatheia - Revista de Filosofia, v. 17, n. 1, p. 256-272, 2024.2
Essa escrita objetiva situar a obra de Kierkegaard sobre o desespero, com ênfase na má-relação com a síntese finito-infinito (que define o ser humano), na consequente instauração da finitude característica da sociedade moderna. Diante disso, Simone Weil contribui para pensar a má-síntese envolvida em uma dimensão social desenraizada, e não somente voltada à existência individual do sujeito, como Kierkegaard pensou. Embora este enfatize a ordem existencial e aquela a ordem ética, demonstram ter percebido na relação infinito-finito um problema quanto a um tipo de desespero, aquele em que o ser humano é interditado de sua condição espiritual autêntica.
Palavras-chave:
