Voltar para Artigos
Artigos

O diálogo como ato amoroso em Platão: Um breve ensaio

Camila do Espírito Santo Prado de Oliveira

Autor
Camila do Espírito Santo Prado de Oliveira
Revista
Princípios: Revista de Filosofia (UFRN)
Edição
22 / 38
Ano
2015
Páginas
31-40
Idioma
pt
2015Camila do Espírito Santo Prado de Oliveira. O diálogo como ato amoroso em Platão: Um breve ensaio. Princípios: Revista de Filosofia (UFRN), v. 22, n. 38, p. 31-40, 2015.3

Pretende-se abordar dois temas fundamentais para qualquer estudioso da obra platônica: a forma dialogal da escrita filosófica e o aspecto erótico da filosofia. A interpretação apresentada propõe que a morte de Sócrates condenado pela democracia rompeu a possibilidade de comunicação entre o filósofo e a cidade. Sócrates, como amante que é, afirma agir em benefício da cidade que, no entanto, reconhece na atividade do filósofo a corrupção de seus costumes. A escrita platônica seria, então, a recriação da possibilidade de diálogo entre filosofia e cidade. Como Aquiles volta à batalha após a morte de Pátroclo, Platão lança-se ao obrar filosófico como amante do filósofo-amante morto. Suas armas: os diálogos.