O erotismo nas “escrituras sagradas” e a interpretação polida, a busca por uma herme-nêutica do encobrimento
André Magalhães Coelho
- Autor
- André Magalhães Coelho
- Revista
- Aufklärung: journal of philosophy
- Edição
- 12 / 1
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.18012/arf.v12i1.71277
- Páginas
- p.95-106
- Idioma
- pt
Esse artigo propõe uma análise a partir das reflexões do filósofo Sul coreano Byung-Chul Han e Roland Barthes. Na sociedade positiva hoje o velado se torna descoberto, o liso o polido são marcas da contemporaneidade que seduz, aproxima, para euforias. O sujeito suscita gosto e sensações de prazer, sem distanciamento, não é possível a mística. A desmistificação faz tudo se transformar em algo agradável e consumível, suavizando a beleza ao remover seu véu, diminuindo o erotismo e convertendo-o em mera apreciação em vez de aura. O propósito dessa escrita é refletir sobre como o ocultamento também erotiza a redação, o sagrado ofusca intencionalmente as "Escrituras Sagradas" com metáforas e figuras de linguagem, a revelação o torna sem mistérios, místicas e surpresa. Para esse estudo utilizaremos as obras de Byung-Chul Han e Roland Barthes especificamente seu livro o prazer do texto.
