- Autor
- Paulo Andrade Vitória
- Revista
- Sapere Aude
- Edição
- 13 / 26
- Ano
- 2022
- DOI
- 10.5752/P.2177-6342.2022v13n26p451-474
- Páginas
- 451-474
- Idioma
- pt
No artigo defendo a importância da noção de verdade fatual para o debate público. Engajo-me nessa questão discutindo o etnocentrismo de Rorty e sua leitura metafilosófica do liberalismo político de John Rawls. Para alcançar o meu objetivo: (i) indico que Rorty toma como base para formular sua posição etnocêntrica as ideias de “espaço das razões” e “nominalismo psicológico” de Wilfrid Sellars; (ii) apresento as objeções de Hilary Putnam que associam o etnocentrismo ao relativismo; (iii) alego que a leitura feita por Rorty do liberalismo político de Rawls é equivocada, apesar de Rawls defender que a verdade não deve figurar no debate político e, (iv) por fim, defendo, contra Rorty e Rawls, que não podemos separar as doutrinas abrangentes do debate público e que a noção de verdade fatual, como formulada por Hannah Arendt, pode figurar no debate político no espaço público, contribuindo para combater informações mentirosas e notícias falsas.
