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O ESTETA NA OBRA DE KIERKEGAARD:: a representação literária do desespero Inconsciente e Aespiritual

Natalia Mendes Teixeira

Autor
Natalia Mendes Teixeira
Revista
Trilhas Filosóficas
Edição
11 / 2
Ano
2019
Páginas
39-49
Idioma
pt
2019Natalia Mendes Teixeira. O ESTETA NA OBRA DE KIERKEGAARD:: a representação literária do desespero Inconsciente e Aespiritual. Trilhas Filosóficas, v. 11, n. 2, p. 39-49, 2019.3

Kierkegaard ganhou as prateleiras da literatura mundial descrevendo, com maestria reconhecida, justamente "a forma de desespero [o inconsciente] mais frequente no mundo1". Os escritos estéticos tratam tanto de uma grande caricatura satí­rica e iconoclasta do homem de seu tempo - da Dinamarca e de toda a filosofia e cultura européia do século XIX - como também de um retrato fixo, segundo sua crí­tica, do modo de vida mais irreflexivo que sobressalta a existência. Não obstante, isso foi pouquí­ssimo levado em conta e prejudicou a própria leitura hermenêutica dos seus escritos estéticos. Este trabalho intenta demonstrar, assim, como das três formas de Desespero, descritas por AntiClimacus em The Sickness Unto Death, a primeira e mais comum coincide exatamente com as descrições românticas do esteta. Isto nos leva à conclusão de que os textos referentes a este modo de vida tinham uma intenção teórica e filosófica ao invés de ser, como na compreensão recorrente, simples literalismo esvaziado.