O FETICHISMO DO CAPITAL PORTADOR DE JUROS
Mailson Bruno de Queiroz Carneiro Gonçalves, Eduardo Ferreira Chagas
- Autor
- Mailson Bruno de Queiroz Carneiro Gonçalves, Eduardo Ferreira Chagas
- Revista
- Revista Dialectus
- Edição
- 24
- Ano
- 2021
- DOI
- 10.30611/2021n24id78030
- Páginas
- 164-176
- Idioma
- pt
O objetivo deste artigo é demonstrar como o capital portador de juros aparece na superfície da economia capitalista como potência autocriadora, fetichista, independente ou, em outras palavras, dissociada de seu fundamento real. O dinheiro alienado sob promessa de valorização futura, cuja expressão reside na fórmula D-D’, oblitera toda a intermediação do processo que permite o desenvolvimento do sistema de crédito, particularmente a produção e a realização do valor cristalizado na mercadoria. Embora os juros, assim como o lucro empresarial e a renda fundiária, sejam provenientes da exploração do trabalho, seu conteúdo parece dotado de autonomia e abstraído do capital industrial.
