- Autor
- Guilherme Ghisoni da Silva
- Revista
- Philósophos - Revista de Filosofia
- Edição
- 18 / 2
- Ano
- 2014
- DOI
- 10.5216/phi.v18i2.26423
- Páginas
- 11-41
- Idioma
- pt
Primeiramente, pretendo explorar a importância concedida por Wittgenstein, no período intermediário, à memória, no mundo primário/fenomenológico. De acordo com o autor, a memória será a fonte do tempo, do passado, do conhecimento e da identidade. O segundo e principal objetivo deste artigo é mostrar as razões de Wittgenstein para o abandono do projeto fenomenológico, pelo viés das análises do tempo (levando em consideração a ruptura com os papéis epistemológico e semântico, concedidos à memória). Para isso, buscarei explicitar uma falsa analogia, localizada por Wittgenstein, que nutria a busca por uma linguagem ideal. Essa falsa analogia poderá ser interpretada como o tratamento equivocado do passado da memória (em sentido fenomenológico), que levava à ilusão da possibilidade de um critério de exatidão da descrição fenomenológica. Ao final do artigo, buscarei sinalizar a importância dessas discussões para a compreensão do chamado "argumento da linguagem privada".
