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O FIO CONDUTOR DA HISTÓRIA UNIVERSAL NA OBRA: “IDEIA DE UMA HISTÓRIA UNIVERSAL DE UM PONTO DE VISTA COSMOPOLITA” DE IMMANUEL KANT

Jean Michel de Lima Silva, Renata de Freitas Chaves

Autor
Jean Michel de Lima Silva, Renata de Freitas Chaves
Revista
Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia
Edição
6 / 11
Ano
2014
DOI
10.36311/1984-8900.2014.v6n11.4568
Páginas
255-267
Idioma
pt
2014Jean Michel de Lima Silva, Renata de Freitas Chaves. O FIO CONDUTOR DA HISTÓRIA UNIVERSAL NA OBRA: “IDEIA DE UMA HISTÓRIA UNIVERSAL DE UM PONTO DE VISTA COSMOPOLITA” DE IMMANUEL KANT. Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia, v. 6, n. 11, p. 255-267, 2014.2

A presente pesquisa tem por finalidade demonstrar o fio condutor que rege toda a história universal para Immanuel Kant. A metodologia a ser utilizada se baseia na pesquisa qualitativa do tipo bibliográfica, pela qual trabalharemos a edição bilíngue (Alemão-Português) da obra: “Ideia de uma história universal de um ponto de vista cosmopolita”. É de se verificar que a história universal se ocupa da narrativa das ações humanas, a saber, de suas manifestações. Nesta perspectiva Kant busca uma apreensão filosófica da história universal, acompanhando um plano oculto da própria natureza que busca efetivar uma constituição política perfeita. Assim para atingirmos nosso objetivo de explicitar o fio condutor da história universal, analisaremos primeiramente o homem como o único ser racional sobre a face da terra, como também, a exigência de se cultivar esta mesma razão no âmbito da espécie e da história. Em um segundo momento, trabalharemos o antagonismo como motor que desperta os talentos humanos e os faz superar sua tendência à preguiça. Temos aqui o aparecimento da “astúcia da razão” que se utiliza dos vícios (tais como: projeção, ânsia de dominação e vaidade) para alcançar o desenvolvimento cultural e garantir uma sociedade na qual a liberdade se expressa sob leis civis. Por fim, abordaremos ainda as relações internacionais entre Estados e a elaboração de um Estado cosmopolita universal. Chega-se ao resultado, que para Kant, o conjunto da história humana é a efetivação de um plano oculto da própria natureza que procura estabelecer uma constituição política perfeita tanto internamente, como, externamente.