- Autor
- Kátia Martins Etcheverry
- Revista
- Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia
- Edição
- 3 / 05
- Ano
- 2011
- DOI
- 10.36311/1984-8900.2011.v3n05.4407
- Páginas
- 298-308
- Idioma
- pt
Todas as teorias fundacionistas assumem que algumas crenças justificadas são básicas porque sua justificação não se deve ao fato de terem sido inferidas de outras crenças justificadas, interrompendo assim o regresso epistêmico. A versão internalista do fundacionismo sustenta que uma crença só pode ser justificada quando o fator justificador está cognitivamente disponível ao sujeito que crê com base nele. Tendo em vista esta dupla exigência – dar por encerrado o regresso epistêmico em crenças que são justificadas de modo não inferencial, e assegurar a consciência do item que contribui para a justificação de tais crenças básicas epistemicamente independentes – alguns críticos levantaram objeções contra o fundacionismo internalista. Neste artigo me ocupo de uma dessas objeções, tendo em vista especificamente a teoria proposta por Laurence BonJour: o dilema apresentado por Michael Bergmann.
