O GÊNERO RETRATO NA PINTURA DO SÉCULO XVIII : METÁFORAS DA RAZÃO
Lilian Cristina Monteiro França
- Autor
- Lilian Cristina Monteiro França
- Revista
- Sapere Aude
- Edição
- 2 / 2
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.5752/P.2177-6342.2025v2n2p66-85
- Páginas
- 66-85
- Idioma
- pt
O retrato, um dos temas clássicos da pintura, experimentou durante o século XVIII algumas mudanças notáveis. West (2004), Wind (1931), Coli (1996), Dyster (2019), Pop (2021), O´Donnell (2024), são alguns dos teóricos que pensaram na relação entre a pintura e a filosofia. Pintores tais como Thomas Gainsborough, Sir Joshua Reynolds, Jean-Etienne Liotard, Allan Ramsay, Maurice Quentin de La Tour, Francisco de Goya e Jacques-Louis David, entre outros, conferiram a seus retratados um estatuto que foi além da semelhança (likeness), compondo com base em metáforas visuais alicerçadas aos princípios Iluministas. Parte-se da perspectiva apresentada pelo Oxford English Dictionary, segundo o qual um retrato pode ser definido como “uma representação ou delineação de uma pessoa, especialmente do rosto, feita a partir da vida, por meio de desenho, pintura, fotografia, gravura, etc.; uma semelhança”. Por exemplo, segundo West, “o trabalho de Lavater evidenciou um entusiasmo iluminista pela classificação em sua análise dos sinais fisionômicos em centenas de retratos. Seu Physiognomische Fragmente de 1775–78 foi amplamente ilustrado com gravuras baseadas em retratos famosos. Lavater também utilizou a moda contemporânea das silhuetas como uma forma de isolar e analisar perfis individuais”.
