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O infantil e o selvagem na Filosofia da nova música

Jessé da Costa Rocha

Autor
Jessé da Costa Rocha
Revista
Artefilosofia
Edição
3 / 4
Ano
2008
Páginas
83-94
Idioma
pt
2008Jessé da Costa Rocha. O infantil e o selvagem na Filosofia da nova música. Artefilosofia, v. 3, n. 4, p. 83-94, 2008.3

Analisa-se aqui, com base na Filosofi a da nova música, a primeira fase do compositor Igor Stravinski. O texto está dividido em duas grandes partes. A primeira avalia especifi camente a peça intitulada A sagração da primavera. A segunda analisa a ópera Renard. A pesquisa procura também explicitar as fontes teóricas utilizadas pelo fi lósofo Theodor Adorno na elaboração de sua já referida obra, em especial: Freud, Kant e Aristóteles. Conclui-se que a primeira fase de Stravinski é constituída por elementos selvagens e infantis, porque nela o compositor ora põe em cena rituais primitivos, ora se vale de contos de fadas. Adorno, por sua vez, procurou mostrar, valendo-se dos estudos freudianos, a coincidência entre as estruturas psíquicas dos selvagens, das crianças e dos neuróticos, com objetivo de desmascarar o caráter regressivo da música de Stravinski. Esse descarrilamento da música moderna em direção à barbárie estilizada também pode ser interpretado como o fracasso do projeto da modernidade apresentado por Kant, que, antes de tudo, signifi cava a saída do homem da sua menoridade.