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Teses

O Infinito contado por Deus. Uma Interpretação Dedekindiana do Conceito de Número Ordinal Transfinito de Cantor

Walter Gomide do N. Junior

Tese
Autor
Walter Gomide do N. Junior
Orientador(a)
Oswaldo Chateaubriand Filho
Universidade
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO — PUC-RIO
Programa
FILOSOFIA
Grau
DOUTORADO
Ano
2006
2006Walter Gomide do N. Junior. O Infinito contado por Deus. Uma Interpretação Dedekindiana do Conceito de Número Ordinal Transfinito de Cantor. 2006. Tese (DOUTORADO em FILOSOFIA) — PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO, RJ. Orientador(a): Oswaldo Chateaubriand Filho.2

Com sua teoria dos números ordinais transfinitos, Georg Cantor estabeleceu uma maneira de contar os conjuntos infinitos. Como atitude orientadora na elaboração do conceito de número ordinal transfinito, encontra-se o princípio de que a enumeração do infinito ocorre da forma mais análoga possível à boa ordenação dos conjuntos finitos. É neste sentido que se diz que a teoria cantoriana compromete-se com um certo finitismo. . A partir deste finitismo de Cantor, busca-se uma interpretação do conceito de número ordinal transfinito como uma extensão do conceito de número natural, como este último foi definido pelo matemático alemão Richard Dedekind: os postulados de Dedekind que definem os números naturais são adaptados para poder abranger também os ordinais limites de Cantor. Como hipótese filosófica desta interpretação do conceito de ordinal transfinito no pensamento aritmético de Dedekind, está a tese de que Dedekind definiu o que é humanamente contável, enquanto Cantor detinha-se no que é contável pelo pensamento de Deus, contudo compreendendo o pensamento divino da forma mais humanizada possível.