- Autor
- Mariah Brochado
- Revista
- Revista Dialectus
- Edição
- 37 / 37
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.36517/2025n37id95857
- Páginas
- 134-156
- Idioma
- pt
Este texto apresenta noções medulares da obra de Gilbert Simondon, partindo de chaves hermenêuticas estratégicas para sua melhor compreensão, o que foi trazido pelas lentes de autores considerados referenciais nas pesquisas sobre técnica e tecnologia. A obra absolutamente genial de Simondon submete a rigoroso escrutínio as grandes indagações da “Civilização da Técnica”, considerando que a tecnicidade é um dado constitutivo do humano e não uma experiência subalternizada à contemplação- como sugerem diversas fontes da enciclopédia filosófica tradicional. Aqui será dado especial destaque à técnica como mediador potente da nossa ontogenia, eis que “manusear objetos” é, antes de tudo, nosso modo de acessar o mundo e transformá-lo. Os desafios presentes sobre o desenvolvimento tecnológico e nossa excessiva necessidade de artefatos que propiciem bem-estar imediato e hedonista, cujo pináculo é uma crescente hibridização humano-máquina, exigem leitura atenta das obras destinadas a restaurar e atualizar a Filosofia da Técnica (e da Tecnologia). Dentre elas, a obra de Gilbert Simondon é certamente um guia exemplar e venturoso para nossas rotas de pesquisa.
