O letramento racial entre as relações sociais de poder em Frantz Fanon e para o bem das gerações futuras de Annette Baier
Mônica Parreiras
- Autor
- Mônica Parreiras
- Revista
- Aufklärung: journal of philosophy
- Edição
- 11 / 1
- Ano
- 2024
- DOI
- 10.18012/arf.v11i1.68266
- Páginas
- p.191-204
- Idioma
- pt
Este artigo tem como fim em si mesmo, o objetivo latente e pulsante de servir como ferramenta para o despertar introdutório ao processo de letramento racial. Como objetivo posterior, busco apontar a importância desse processo no âmbito familiar, institucional e social, de modo a minimamente incitar as pessoas a uma educação antirracista. Para tal, parto da precisão dos conceitos relacionados aos sistemas de alfabetização e letramento, trabalhando com alguns conceitos integrantes do repertório desse letramento como por exemplo: raça, racismo e discriminação racial, de modo a clarificá-los, para que possam ser melhor entendidos em sua aplicabilidade. No segundo momento, para abordar o letramento, parto de um primeiro questionamento: quem são os letrados? Responder a isso implica reconhecer o lugar de privilégio dos brancos com suas implicações. Os demais passos a comporem esse processo, são investigados ao longo do artigo. Me utilizo principalmente das elaborações do filósofo, psiquiatra e psicanalista martinicano Frantz Fanon, a partir da obra Pele Negra, Máscaras Brancas (1952), para com essa retomada, adentrar na temática do livro da filósofa neozelandesa Annette Baier, Reflections On How We Live (2009) como forma de pensar na sua praticabilidade, tendo em vista uma educação antirracista por meio do letramento racial.
