O lugar das virtudes morais infusas na ética de Tomás de Aquino
Wellington Santos Pires, Messias Nunes Correia
- Autor
- Wellington Santos Pires, Messias Nunes Correia
- Revista
- Cadernos de Ética e Filosofia Política
- Edição
- 45 / 2
- Ano
- 2026
- DOI
- 10.11606/issn.1517-0128.v45i2p156-170
- Páginas
- 156-170
- Idioma
- pt-BR
Este artigo apresenta a centralidade das virtudes morais na ética de Tomás de Aquino, com base em uma concepção integral da pessoa humana como unidade de corpo e alma. Examinamos a distinção entre as virtudes morais adquiridas e as virtudes infusas. As primeiras, notadamente a justiça, a fortaleza e a temperança, desenvolvem-se mediante o hábito, a repetição dos atos e o esforço humano. Elas ordenam os desejos em conformidade com a razão e orientam o indivíduo para os bens proporcionados à sua natureza. As virtudes infusas, por sua vez, são concedidas por Deus e não podem ser adquiridas apenas pelas capacidades humanas. Elas dispõem a pessoa para o seu fim último, entendido como a união com o divino. Assim, este estudo busca transcender uma abordagem normativa das virtudes, buscando mostrar como elas fundamentam uma visão unificada da existência humana e a orientam para um bem que ultrapassa a lógica da gratificação imediata.
