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O METAVERSO COMO ESPAÇO DIALÓGICO: A INTERAÇÃO EM MÚLTIPLAS REALIDADES

Lucas Ribeiro de Morais, Maria Ariane Santos Amaro da Silva

Autor
Lucas Ribeiro de Morais, Maria Ariane Santos Amaro da Silva
Revista
Saberes: Revista interdisciplinar de Filosofia e Educação
Edição
25 / 2
Ano
2025
DOI
10.21680/1984-3879.2025v25n2ID41972
Páginas
BHK05
Idioma
pt
2025Lucas Ribeiro de Morais, Maria Ariane Santos Amaro da Silva. O METAVERSO COMO ESPAÇO DIALÓGICO: A INTERAÇÃO EM MÚLTIPLAS REALIDADES. Saberes: Revista interdisciplinar de Filosofia e Educação, v. 25, n. 2, p. BHK05, 2025.2

O avanço das tecnologias digitais vem trazendo o conceito de Metaverso para o centro das transformações comunicacionais, mesclando o físico e o digital. Esses espaços virtuais promovem interações diversas, manifestando múltiplas vozes e pontos de vista em um cenário que supera os limites do material, em um evidente avanço em relação ao corpus de pesquisa que o Círculo de Bakhtin e outros grupos de estudo sobre o dialogismo possuíam nas últimas décadas. Diante disso, este artigo se propõe a analisar a relação entre o metaverso e a Teoria Dialógica da Linguagem (TDL) do Círculo de Bakhtin, buscando responder à seguinte pergunta: de que maneira o conceito de metaverso pode refletir os princípios da TDL? O objetivo principal deste artigo é verificar como as plataformas Microsoft Mesh e Roblox retratam o dialogismo e a polifonia. A pesquisa, de natureza qualitativa, foi realizada com base em um levantamento comparativo das características dialógicas das plataformas, entendendo o metaverso como um ecossistema polifônico. Utilizamos como base teórica Bakhtin (2003, 2008 e 2016), Faraco (2008) e Volóchinov (2018). Em nossas análises, Mesh exemplificou a construção coletiva de enunciados em ambientes de co-presença virtual, enquanto Roblox evidenciou a multiplicidade de vozes em interações que alternam entre a formalidade e a ludicidade. Sob a ótica bakhtiniana, foi possível compreender as plataformas analisadas como espaços ricos para a construção de sentidos, confirmando a pertinência do dialogismo e da polifonia como ferramentas interpretativas para as interações virtuais.