O MODELO EXPRESSIVO-COLABORATIVO: UMA ALTERNATIVA FEMINISTA À ÉTICA TRADICIONAL
Lurian Possebon
- Autor
- Lurian Possebon
- Revista
- Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia
- Edição
- 7 / 15
- Ano
- 2015
- DOI
- 10.36311/1984-8900.2015.v7n15.5711
- Páginas
- 164-186
- Idioma
- pt
Neste artigo, apresentaremos o chamado modelo expressivo-colaborativo, elaborado por Margaret Urban Walker. Esse modelo concebe a ética em contraste com o modelo teóricojurídico, do qual fazem parte as teorias morais tradicionalmente estudadas na filosofia, tais como as neo-kantianas, utilitaristas e contratualistas. Walker, apoiada em outras autoras feministas, analisa essas teorias morais a fim de mostrar sob que aspecto elas se enquadram neste último modelo. Brevemente, daremos enfoque a algumas abordagens da discussão feminista em torno da ética, a qual servirá como pano de fundo para as propostas de Walker, que pretendem dar conta das demandas e questões levantadas por essas autoras. A partir dessa discussão, elucidaremos os principais elementos que compõem o modelo expressivocolaborativo, bem como a epistemologia que o suporta. Walker vê a moralidade como “um meio socialmente incorporado de entendimentos mútuos e negociações entre pessoas sobre suas responsabilidades em relação a coisas abertas ao cuidado e responsabilização humana”.
