- Autor
- Carlos Fernando Silva Brito
- Revista
- Kalagatos
- Edição
- 16 / 2
- Ano
- 2021
- DOI
- 10.23845/kalagatos.v16i2.6588
- Páginas
- 41-55
- Idioma
- pt
O presente texto visa refletir sobre a natureza do movimento teórico que a filósofa alemã e judia Hannah Arendt realiza de retorno a experiências da antiguidade grega e romana para pensar o tempo presente. Partindo da apresentação das criticas que são feitas à pensadora por alguns de seus interpretes, este texto buscará apresentar um modo alternativo de compreender o movimento de pensar que a filósofa realiza. Para tanto será realizada uma apropriação da noção de pensar contemporâneo do italiano Georgio Agamben e de narrador e colecionador de pérolas do alemão Walter Benjamin. Esse movimento com os autores possibilitará compreender o retorno de Hannah Arendt aos antigos não como um anacronismo ou nostalgia, mas como um elemento típico do pensador que se faz contemporâneo ao seu próprio tempo, e que no caso de Arendt resultará numa busca por perolas perdidas que reordenadas podem oferecer uma possibilidade de narrar a política do seu presente.
