Voltar para Artigos
Artigos

O neoaristotelismo de Gadamer

Viviane Magalhães Pereira

Autor
Viviane Magalhães Pereira
Revista
Veritas (Porto Alegre)
Edição
69 / 1
Ano
2024
DOI
10.15448/1984-6746.2024.1.45136
Páginas
e45136
Idioma
pt
2024Viviane Magalhães Pereira. O neoaristotelismo de Gadamer. Veritas (Porto Alegre), v. 69, n. 1, p. e45136, 2024.2

O tema deste artigo é a interpretação que Gadamer faz do conceito de phronesis de Aristóteles conforme apresentado no Livro VI da Ética a Nicômaco. Gadamer defende que esse primado aristotélico do ser ético pode ser estendido para a reflexão sobre a questão do ser, em especial, o ser da vida histórica. Assim como Heidegger, Gadamer concebe a ontologia como uma filosofia da finitude orientado pela ética de Aristóteles, mas diferentemente de Heidegger, e de uma maneira mais consequente, ele não esvazia a discussão de seu significado ético. Trata-se igualmente de uma retomada do problema hermenêutico de como é possível a compreensão, se ela acontece a partir de uma situação histórica concreta, bem como de uma extensão desse problema à reflexão filosófica como um todo. Para expor essa problemática, partiremos do fenômeno histórico de reabilitação da filosofia prática na Alemanha e de como o neoaristotelismo de Gadamer faz parte desse movimento. Depois investigaremos a origem e desenvolvimento da atualização que Gadamer faz do conceito aristotélico de phronesis, cuja culminância pode ser observada em Verdade e método como consciência da Wirkungsgeschichte.