- Autor
- Michelle Ferreira de Lima
- Revista
- Revista Paranaense de Filosofia
- Edição
- 5 / 2
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.33871/27639657.2025.5.2.10965
- Páginas
- 16-35
- Idioma
- pt
A questão do niilismo em Dostoiévski é abordada no presente artigo partindo de temas como a angústia e a redenção no personagem Raskólnikov em Crime e Castigo e algumas considerações comentadas por Albert Camus sobre as obras Os demônios e Os irmãos Karamázov. Em tais obras, percebe-se que o autor se propôs a analisar as implicações do niilismo para o humano, bem como, os dilemas controversos demonstrados nas vivências de personagens que, se por um lado, experimentam viver de escolhas niilistas, por outro, se deparam com uma angustia extrema, talvez devido a dificuldade de se sustentar neste lugar. É destacado também a afirmação trabalhada por Dostoiévski de que se não existe Deus “tudo é permitido”, apontando para o que se tornará a forma mais comum de niilismo, correspondente a crise dos valores supremos. Palavras-chave: Niilismo. Existência. Dostoiévski
