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O Olhar de Panóptico sobre a alma:: Foucault, religião e autovigilância das subjetividades na pós-modernidade

Hugo Brandão

Autor
Hugo Brandão
Revista
Geltung, revista de estudos das origens da filosofia contemporânea
Edição
3 / 1
Ano
2024
DOI
10.23925/2764-0892.2024.v3.n1.e69576
Páginas
e69576
Idioma
pt
2024Hugo Brandão. O Olhar de Panóptico sobre a alma:: Foucault, religião e autovigilância das subjetividades na pós-modernidade. Geltung, revista de estudos das origens da filosofia contemporânea, v. 3, n. 1, p. e69576, 2024.3

Este estudo investiga como o poder disciplinar descrito por Michel Foucault em Vigiar e Punir se manifesta no contexto da religião e da pós-modernidade. Foucault analisa a passagem das punições físicas e visíveis para formas de vigilância mais sutis e internalizadas, nas quais o sujeito se autocontrola. A pesquisa examina como essa dinâmica disciplinar, antes centralizada em instituições como prisões e escolas, adapta-se ao campo religioso pós-moderno, marcado por uma espiritualidade individualizada e fragmentada. A metodologia adotada é qualitativa, fundamentada em análise interpretativa de Vigiar e Punir e estudos sobre religião e as subjetividades pós-moderna. Ao relacionar o conceito de disciplina foucaultiano com práticas religiosas contemporâneas, a pesquisa propõe uma visão crítica sobre como a religião, mesmo descentralizada, continua a operar como ferramenta de autocontrole e normatização. Os resultados indicam que o poder disciplinar, embora menos visível, persiste de forma internalizada, especialmente nas práticas religiosas personalizadas da pós-modernidade, onde o sujeito se torna seu próprio vigia e regulador moral. A pesquisa conclui que, na pós-modernidade, a vigilância e o controle social se tornam menos institucionalizados, mas profundamente enraizados no indivíduo, moldando identidades de maneira autogerida.