- Autor
- Jeovane Camargo
- Revista
- Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia
- Edição
- 4 / 08
- Ano
- 2012
- DOI
- 10.36311/1984-8900.2012.v4n08.4486
- Páginas
- 79-96
- Idioma
- pt
A partir da leitura e interpretação da Fenomenologia da Percepção (1945), procuro mostrar como a descrição fenomenológica, empreendida na primeira fase do pensamento de Merleau-Ponty, tem como ponto de partida a ideia de um pacto originário entre corpo e mundo. Essa ideia é enfatizada pelo modo de funcionamento da temporalidade, o qual precisa de um ponto de partida para, em seguida, se desdobrar. O pacto originário, ao abrir a experiência por meio de relações sensíveis, coloca o problema da articulação entre corpo e mundo. Além disso, tento mostrar, ainda, que tal ideia é mantida até mesmo em O Visível e o Invisível (1964), de maneira que todas as reflexões de Merleau-Ponty podem estar comprometidas com tal pressuposto. Enfim, procuro trazer à luz certo impensado que tal pacto originário enuncia.
