O papel de Beethoven no pensamento estético-musical decorrente da relação Nietzsche-Wagner
Micael Rosa Silva
- Autor
- Micael Rosa Silva
- Revista
- Revista Limiar
- Edição
- 7 / 13
- Ano
- 2020
- DOI
- 10.34024/limiar.2020.v7.10850
- Páginas
- 108-143
- Idioma
- pt
Nenhum filósofo pensou a música de forma tão intensa e profusa como Nietzsche. Interpretar as diferentes formas de manifestação musical na história, assim como desvendar os seus significados mais secretos, foi a estratégia encontrada para avaliar os movimentos da cultura ocidental. Nesta empreita, o contato com as obras de Beethoven e Richard Wagner foram decisivos. Não há exagero em afirmar que toda filosofia nietzschiana é marcada pela presença de Wagner, primeiro na forma de uma forte influência, depois como objeto de severa crítica. Entretanto, para uma ampla compreensão dos frutos filosóficos decorrentes da relação Nietzsche-Wagner é fundamental situar o papel que Beethoven nela desempenha. Pensando nisso, o objetivo do presente trabalho é apresentar diferentes abordagens de Nietzsche sobre a música beethoveniana, destacando que tais abordagens seguem as mesmas acepções feitas sobre a obra de Wagner.
