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O papel de Tomás de Aquino no universo “científico” do século XIII

Rogério Miranda de Almeida

Autor
Rogério Miranda de Almeida
Revista
Veritas (Porto Alegre)
Edição
63 / 3
Ano
2018
DOI
10.15448/1984-6746.2018.3.29991
Páginas
956-975
Idioma
pt
2018Rogério Miranda de Almeida. O papel de Tomás de Aquino no universo “científico” do século XIII. Veritas (Porto Alegre), v. 63, n. 3, p. 956-975, 2018.2

Estas reflexões têm como finalidade mostrar as aporias e dificuldades que afetaram, de maneira essencial, as diferentes tentativas de se erigir uma “ciência da religião” e, mais especificamente, de se lerem “cientificamente” os dados da fé, ou da revelação. Esta é a razão pela qual damos uma atenção especial ao século XIII e, principalmente, ao papel de Tomás de Aquino, quando se intensificaram de maneira mais explícita as relações, e os conflitos, entre a ciência, a filosofia e a teologia. Certo, a ciência de que aqui tratamos é aquela oriunda de Platão – sob a forma da episteme – que marcou toda a tradição do pensamento cristão e culminou no século XIII com a filosofia de Aristóteles. Assim, fez-se necessário percorrer as vicissitudes que, a partir de Platão, pontilharam a história deste conceito e que se acirram a partir do século XII e, principalmente, ao longo do século XIII. A questão, pois, que permanece em suspenso é a de saber se é possível fundar científica e filosoficamente a religião em geral e a teologia em particular.