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O PAPEL DO FILÓSOFO E SEU CAMINHO EPISTEMOLÓGICO NO FÉDON

João Paulo Miranda

Autor
João Paulo Miranda
Revista
Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia
Edição
5 / 09
Ano
2013
DOI
10.36311/1984-8900.2013.v5n09.4525
Páginas
208-215
Idioma
pt
2013João Paulo Miranda. O PAPEL DO FILÓSOFO E SEU CAMINHO EPISTEMOLÓGICO NO FÉDON. Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia, v. 5, n. 09, p. 208-215, 2013.2

O escopo deste trabalho é abordar o percurso ético-cognitivo necessário para a efetivação do papel do filósofo presente no Fédon, um dos diálogos mais famosos de Platão, levando em consideração novas concepções decorrentes de um já conhecido embate hermenêutico proveniente do altíssimo quilate literário do texto referido. Na presente abordagem, o sensível não ocupa um local pejorativamente secundário e diminuto, constituído de cópias imperfeitas e fonte de enganos, passando, com isso, a exercer uma função de relevância fundamental na construção da filosofia platônica, sendo, portanto, o âmbito da efetivação do exame e do exercício dialético. Aqui, nossa intenção é abordar tal concepção, que engloba tanto o plano sensível quanto o inteligível, fazendo, desta maneira, necessária alusão à incessante busca dialética socrático-platônica, onde a práxis e a conduta ética do indivíduo são fatores imprescindíveis para que ocorra o importantíssimo salto epistêmico rumo a um conhecimento mais verdadeiro e essencial que constituirá o verdadeiro caráter do amante da sabedoria.