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O Principio de Substancialidade: Um estudo sobre o livro Z da Metafísica de Aristóteles

Arlene Reis

Tese
Autor
Arlene Reis
Orientador(a)
MARCO ANTONIO DE AVILA ZINGANO
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL — UFRGS
Programa
FILOSOFIA
Grau
DOUTORADO
Ano
2001
2001Arlene Reis. O Principio de Substancialidade: Um estudo sobre o livro Z da Metafísica de Aristóteles. 2001. Tese (DOUTORADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL, RS. Orientador(a): MARCO ANTONIO DE AVILA ZINGANO.2

O princípio de Substancialidade; um estudo sobre o livro Z da Metafísica de Aristóteles ....Arlene Reis..Nos três primeiros capítulos de Z da Metafísica é possível reconhecer o projeto estabelecido por Aristóteles para todo o conjunto desse livro. Z estuda a questão o que é a substância, tomando como universo central as substâncias sensíveis e o faz a partir de duas grandes visadas: do exame dos candidatos à substância (tais como qüididade, gênero, universal e sujeito), e da análise da substância como causa. Estas duas vias de estudo são efetivadas em dois distintos níveis: um lógico que consiste numa tentativa, ainda geral, de distinguir o ser substancial do ser não-substancial; e o outro metafísico, que busca determinar o que é substância sensível a partir de seus princípios constitutivos matéria e forma. ..Aristóteles diz porque os candidatos acima apresentados parecem ser substância. Eles são substância de cada coisa. Esta última idéia indica uma nova delimitação do tema geral de Z. Cada indivíduo é uma substância. Isto Aristóteles já deixou claro em Categorias, e não o negou até este momento de Z3, mas, com a expressão substância de cada coisa, acrescentou um novo aspecto à questão. Cada um destes candidatos a princípio de substancialidade deve ser examinado para que se saiba se ele justifica o fato de um determinado indivíduo ser uma substância. A pergunta o que é substância ganha uma nova versão: Qual é o princípio de substancialidade? E unindo esta questão aos candidatos anteriormente apresentados, a pergunta redimensiona-se, podendo ser expressa nos seguintes termos: Qual destes candidatos (qüididade, gênero, universal e sujeito) é, realmente, o princípio de substancialidade de um ser?..Z3 atinge algumas conclusões parciais que estruturam um modelo de análise para o conjunto de Z. Uma delas, por exemplo, refere-se ao sujeito. É possível concluir que Aristóteles o tenha estudado em primeiro lugar não porque precisasse descartá-lo como candidato à substância, conforme defenderam alguns de seus intérpretes, mas, ao contrário disso, porque quisesse mostrar que substância é sujeito, e não qualquer sujeito. É possível concluir também que, entre os dois princípios constitutivos da substância sensível, a forma é primeira por ser separável e um isto. A partir de Z3, o livro Z procura, de um lado, complementar o estudo do sujeito, verificando se ele pode coincidir com a forma e com as propriedades separabilidade e determinação, e de outro, examinar o segundo grupo de candidatos à substância, averiguando, entre os outros três candidatos citados, qual se coaduna com esses mesmos princípios. Por fim, os resultados desta investigação são examinados sob nova ótica: a substância como causa. ..Para concluir, seguindo a trilha de investigação acima descrita, é possível mostrar que, em Z, Aristóteles defendeu que a forma é princípio de substancialidade, apresentando-se em suas duas faces complementares: sujeito e qüididade. ....BIBLIOGRAFIA..ACKKRILL, J.L. Aristotle's: Categories and De Interpretatione; translated.. with notes. 10 ed. Oxford, 1990. ..AUBENQUE, Pierre.Le probléme de l'être chez Aristote; essai sur .. problématique aristotélicienne. 5ed. Paris, Presses Universitaires de France,.. 1983...BAULOYE, Laurence. La question de l'essence. Averroès et Thomas d'Aquin,.. commentateurs d'Aristote; Metaphysique Z1. Louvain, Editions Peeters, 1977...BONITZ, H. Commentarius in Aristotelis Metaphysicam. 1992..BONITZ, H. Index Aristotelicum. Berlin,1961 ..BOSTOCK, David. Aristote Metaphysics: books Z and H; translated with a.. commentary. Oxford, 1994..BURNYEAT. M. A Map of Methaphysics Zeta..BRUNSCHWIG, Jacques Dialectique et ontologie chez Aristote; .. a propos d'un livre récent, In: Études Aristotéliciennes: métaphysique .. théologie.Paris, Vrin,1985...BRUNSCHWIG, Jacques. La forme, predicat de la matière? In: AUBENQUE, Pierre.. Études sur la Métaphysique d'Aristote; actes du VI symposium Aristotelicum.. Paris, Vrin, 1979. ..CARTERON, Henri Aristote: Physique (I-IV). 8 ed. Paris, Belles Lettres, 1996...IRWIN, T.H.. Aristotelian substances an stoic subjects. In: Revue internationale .. de philosophie; la Métaphysique d'Aristote/Aristotle's Metaphysics. Paris.. Presses Universitaires de Franceseptembre 1997. ..JAEGER, W. Aristotelis Metaphysica. Oxford,1957...LEWIS, Frank A. Substance and